“Entrevista em áudio de Harry Potter e a Câmara Secreta: J.K. Rowling”. IGN.com (Filmforce), 13 de novembro de 2002.
Transcrição por Raymond Johnson, também conhecido como “xray”.
(Nota do transcritor: O áudio parece ser um fragmento de uma entrevista mais longa; separei em parágrafos onde ocorrem pausas no áudio.)
Áudio disponível: MP3 | QuickTime (tempo de duração de cerca de 3 min)
J.K. Rowling: Todo o novo pessoal no filme esteve bem, nós, todo mundo sabe que fiquei muito feliz com o elenco original e fiquei realmente satisfeita com todos do novo pessoal no filme. Achei que foram ótimos. Muito bons.
As coisas pelas quais sempre anseio por ver na tela, como o Quadribol, por exemplo, hm, não me desapontaram. Maravilhoso, absolutamente maravilhoso… e a cena da floresta também.
Hogwarts é o mais próximo possível à Hogwarts que via em minha imaginação.
Uma das coisas mais visualmente excitantes que já vi, hm, ótima história… Eu diria isso, não? [risos] Eu a escrevi.
Os efeitos visuais e os efeitos especiais são impressionantes. Realmente impressionantes. E, soa como uma coisa boba a se dizer, mas eles certamente parecem tão reais. Eu, ainda é estranho para mim, eu olho o filme desse jeito e hm, e não fico distraída pensando ‘bem, como eles fizeram isso?’ E eu não fiquei assim de forma alguma, estava, estava somente assistindo e aceitando que Dobby realmente estava pulando para cima e para baixo na cama de Harry, então é absolutamente maravilhoso.
Dobby é realmente muito bom. E as mandrágoras. Maravilhosas. Realmente amei as mandrágoras.
Eles sempre dizem que o segundo romance é o mais difícil de se escrever e ele foi muito difícil de escrever. Mas eu, eu fiquei bastante orgulhosa dele quando o terminei. E sei como ninguém o quanto ele é importante no enredo de todos os sete livros. Digo, coisas chaves acontecem no livro dois, hm, e ninguém além de, ninguém, ninguém sabe o quanto essas coisas são importantes… ainda. Há muitas coisas nele… e eu sei o quanto foi difícil colocá-las lá sem parecer que eram, hm… sem atrair muita atenção para todas as dicas então hm, então é, estava, estava preocupada se veria todas, todas as coisas importantes no filme, e assim foi. Foi.
Mais que na primeira história, na qual Harry foi um pouco mais empurrado pelas circunstâncias, desta vez ele faz escolhas mais conscientes de se meter em problemas, eu diria, do que nos primeiros filme e livro, realmente.
O primeiro é acidental — você tem aventuras individuais, ele recorta e muda mais e lembro quando estávamos trabalhando no roteiro de Pedra Filosofal que isso era algo que surgia continuamente, não era? Que você tem esse tipo de aventuras discretas, e Câmara é mais, tem uma estrutura mais linear, então foi mais fácil de traduzi-lo à tela.
Acho que Alfonso [Alfonso Cuarón], que é nosso novo diretor, vai ser maravilhoso. Eu realmente acho que ele vai ser maravilhoso então, hm, no melhor sentido possível, estou bastante contente. Estou satisfeita. Mas hm, Chris [Chris Columbus] ainda está envolvido e ainda vejo muito dele, então isso é, é bom também.
Gosto muito de todas as três, todas as três crianças. Acho que elas fizeram um trabalho excelente, realmente bom.
Entrevistador: Ele é repulsivo, não é? [possivelmente falando sobre o papel de Kenneth Branagh como Gilderoy Lockhart]
Mas ele faz isso muito bem, e de uma forma bem engraçada.
Não sei se teria pensado imediatamente em Kenneth Branagh para Gilderoy, mas acho que ele fez um fant-, um fabuloso trabalho. Ele me fez rir e eu sabia quando todas as piadas viriam, então se ele me fez rir, isso é uma façanha bastante boa, hm, é, achei ele muito bom. Temos hm, Lúcio Malfoy obviamente, e o achei excelente. Ele parece muito o pai de Draco também, eu acho – um choque e tanto, realmente, porque a maioria dos homens não ficam bem com longos cabelos louros – que ele fica bem. Amei o Sr. Weasley, Mark Williams, eu o achei ótimo.
Traduzida por: Renan Lazzarin em 22/11/2008.
Revisado por: Pablo Júnio em 26/11/2008.
Postado por: Vítor Werle em 26/11/2008.
Entrevista original aqui.