Abel, Katy. “A autora de Harry Potter trabalha sua mágica”. Family Education, verão de 1999.

Aglomerado raro de pessoas em pé
Ela estaria ali a qualquer minuto. O enorme número de crianças fora da entrada principal sacudiu-se, seus livros de Harry Potter apertados firmemente. Pontilhando a multidão estavam vários oficiais da polícia. Foram trazidos como precaução contra boatos de que pais fariam um protesto neste subúrbio de Boston por causa da falta de ingressos.

Dentro, momento depois, a capacidade de pessoas estava completa. Um dos doze representantes da editora deu um passo à frente para anunciar as regras para as assinaturas dos livros pela J.K. Rowling, autora da série mais bem vendida, Harry Potter. Apenas dois livros para serem assinados, sem personalização do autógrafo e sem perguntas.

“Não existirá tempo para conversar com ela, para falar pra ela tudo o que você quer”. Uma mulher no pódio avisou gentilmente, assim que alguns fãs gemeram.

Mas então, ali estava ela chegando enquanto os flashs piscavam e os “bravos” apareciam. A autora da (provavelmente) mais sensacional série de livros da história, inclinou-se ao encontro do pódio mascando chiclete, incrivelmente vestida num blazer cinzento e com uma bota na altura do joelho com salto alto.

Enquanto ela subia no pódio, a criadora de Harry Potter disse com um pouco de tristeza: “Eu estou com medo de que não tenhamos muito tempo hoje. Então, se você me fizer perguntas e eu respondê-las, está tudo bem, certo?”, em seguida, Rowling respondeu as seguintes perguntas:

Quantas palavras têm no primeiro livro de Harry Potter?
Oitenta e seis mil, novecentos e alguma coisa. Viu, eu SEI! Até que essa não foi uma má pergunta.

Quantos livros de Harry Potter existirão?
Serão sete no total. Oh, vocês parecem felizes ao ouvir isso. Fico muito feliz por isso! Harry terá 17 anos no último livro.

Como você vai chamar o quarto livro?
Se você leu na internet que o título será Harry Potter e a Copa Mundial de Quadribol, não acredite, é mentira. Mas eu não quero descartar esse nome.

Por que você vendeu os direitos dos filmes?
As razões do porque eu os vendi à Warner são que eles me ofereceram um bom dinheiro, e a forma de como eles estavam pensando em fazê-lo. Este será realmente um ótimo filme. Eu ainda estou, é claro, preocupada com o fato de que meus personagens possam fazer coisas que eu não quero.

Quem é o seu personagem favorito além de Harry Potter?
É muito difícil de escolher. É divertido escrever sobre Snape porque ele é realmente uma pessoa horrível. Hagrid é alguém que eu adoraria conhecer.

Como você criou com os nomes?
Alguns eu simplesmente criei. Outros têm algum significado. Dumbledore é a escrita antiga para “bumblebee”. Eu pensei ter criado “Hogwarts”, mas recentemente um amigo me disse, “Lembra que nós víamos lírios no Kew Garden (um jardim de Londres)? Aparentemente aqueles lírios são chamados de Hogwarts. Eu tinha esquecido de te contar!”

Haverá um programa de TV sobre Harry Potter?
Não, é apenas um boato. No momento teremos apenas um filme. Eu tenho tido umas ofertas bem estranhas. Uma fábrica de margarina queria colocar Harry no seu produto, dá pra acreditar?

Amigos e inimigos de Harry Potter
“Eu achei tão legal quanto conhecer Pedro Martinez, e olha que sou um fã de baseball!” disse Zach, 11, imediatamente depois de seu encontro com J.K. Rowling.

Olivia, 10, estava igualmente animada. “Ela me deu um beijo” se encantou.

“Atualmente, isso está sendo melhor que Pokémon” disse uma mãe de dois filhos.

Mas em diversos estados do sul, as histórias sobre o bruxinho que tem conquistado as crianças, alertaram alguns pais. Em Carolina do Sul, o Conselho de Educação do Estado foi pedido para revisar se os livros de Harry Potter podem entrar nas salas de aula.

“Os livros têm uma grande quantidade de morte, ódio e falta de respeito”, um pai disse ao conselho.

Em Marietta, Georgia, uma diretora de escola removeu os livros de uma sala da 5ª série, se perguntando se eles eram apropriados. Mas em outro lugar, a maioria dos pais pareceu feliz ao encontrar suas crianças lendro um livro na era Nintendo.

“Isso é um fenômeno infantil”, disse Gladys, mãe de dois ávidos fãs. “E isso importa, porque mostra que, quando eles ficarem independentes, as crianças escolherão uma peça da literatura que engloba diversos valores sociais”.

Traduzido por: Milla Parkinson em 21/02/2006.
Revisado por: Bere em 03/06/2006 e Antônio Carlos de M. Neto em 12/03/2008.
Postado por: Fernando Nery Filho em 04/05/2007.
Entrevista original no Accio Quote aqui.