Christian, Nicholas. “Harry Potter e a Ordem de Harman”. Scotland On Sunday, 08 de março de 2009.

Harry Potter estava parecendo triste. Com um suspiro, ele apanhou sua fiel varinha mágica e disse baixinho: “Magia é uma coisa, mas isto precisará de um milagre.”

Hermione Granger entrou na sala comunal de Hogwarts. “Por que tão triste, Harry?” ela disse alegremente, com o seu irritante sotaque pegajoso.

“Bem”, disse Harry, parando para dar um chute em um elfo doméstico que passava, “JK Rowling foi requisitada para ajudar o Partido Trabalhista. Eles querem que ela faça a popularidade do partido levitar nas pesquisas.”

“Deus!” disse Hermione.

“Não há nada de bom sobre isso,” disse Harry. “Aparentemente a vice líder – uma mulher de aparência cruel chamada Harriet Harman – pediu ontem que JK fizesse o discurso principal na conferência do Partido no Outono.”

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Sarah Brown com a sua amiga J K Rowling, que foi convidada a discursar na Festa do Partido [dos Trabalhadores da Inglaterra] Foto: Getty

“Eu pensei que JK já tivesse feito a parte dela,” disse Hermione. “Ela não fez uma doação de 1 milhão de libras em agosto do ano passado porque é amiga de Sarah Brown?”

“Como você é inteligente,” disse Harry, em um desagradável tom sarcástico que era raro de ser encontrado nos livros. “É apenas uma questão de tempo até que sejamos envolvidos nisso.”

“Você quer dizer, introdução de produto político nos livros e filmes? Eca! Com Hagrid aparecendo com críticas bombásticas sobre a irresponsabilidade fiscal de George Osborne? Harry? Onde você está indo?”

“Deixa pra lá. Eu vou me oferecer como alimento para o basilisco no porão…”

Traduzido por: Luiz E. C. F. em 06/2009.
Revisado por: Fabianne de Freitas em 09/2009.
Postado por: Vítor Ruwer Werle em 20/01/2010.
Reportagem original aqui.