“Exclusivo: Escritora J.K. Rowling responde às perguntas de seus leitores”. Toronto Star, 3 de novembro de 2001.

Este é um conto de fadas notável que se tornou espetacularmente verdadeiro para a autora J.K. Rowling que, até 1996, era uma mãe solteira pobre, morando com a filha em um apartamento ruim de Edimburgo com pouco dinheiro para cobrir as contas. Cinco anos depois, suas histórias venderam cerca de 110 milhões de cópias num êxito sem precedentes e fizeram dela uma multimilionária.

O segredo do sucesso, claro, é um amável menino bruxo de óculos chamado Harry Potter, que sofre uma dramática aventura de outro mundo, e é caracterizado por seu cabelo preto incontrolável e por uma marca registrada, uma cicatriz de raio em sua testa – um legado de seu encontro quando recém-nascido com o mal, o sinistro Lord Voldemort.

Como a máquina de publicidade de Potter entra em alta rotatividade para a estréia do filme no Canadá em 16 de novembro (estréia na Inglaterra hoje), Rowling se sentou com uma agência de notícias britânica contanto que uma porcentagem das taxas para a entrevista fosse revertida para a Comic Relief, sua obra de caridade favorita no momento.

PERGUNTA: J.K. Rowling é seu nome real ou é seu “nome de escritor”?

J.K. ROWLING: Meu verdadeiro nome é Joanne Rowling. Meus editores quiseram outra inicial, assim eu me dei o nome de minha avó favorita como um nome do meio, que era Kathleen.

PERGUNTA: Você era encorajada a escrever quando era criança?

ROWLING: Eu não precisei ser encorajada. Estava sempre escrevendo. Eu acho que meus pais pensaram que fosse apenas um passatempo. Nunca lhes falei que era tudo o que eu queria fazer na vida. Eles não teriam aprovado – nenhum esquema de aposentadoria, entende.

PERGUNTA: Quando você teve a primeira idéia para as estórias de Harry Potter?

ROWLING: Posso me lembrar do dia em 1990 como se estivesse tatuado em minha mente. A idéia para as estórias veio à mim enquanto eu estava em um dessas longas viagens de trem do norte da Inglaterra para Londres. O mais incrível e mágico é que o personagem de Harry entrou subitamente em minha cabeça, completamente formado. Olhando para trás, foi tudo bastante assustador.

Eu me lembro de ficar tão entusiasmada que, assim que o trem chegou à estação londrina de King’s Cross, corri para casa anotar o conceito narrativo em papel antes que pudesse esquecer qualquer coisa.

PERGUNTA: Por que você escolheu o nome Harry Potter? Você baseou o personagem em algum conhecido? E, finalmente, Harry tem algum nome do meio, e se tiver, qual é?

ROWLING: Harry é completamente imaginário. Eu tirei o sobrenome dele de uma família que vivia próxima de nossa casa, quando eu era criança, só porque gostei do som de Potter; e “Harry” sempre foi um de meus nomes de batismo favoritos. Finalmente, ele tem definitivamente um nome do meio. É James.

PERGUNTA: Harry Potter e a Pedra Filosofal é o seu primeiro romance?

ROWLING: Em uma palavra, não. Eu na verdade comecei a conceituar estórias quando ainda era muito jovem. Eu me lembro de gostar de contar histórias inventadas para minha irmã mais nova Diana. E o primeiro romance completamente desenvolvido que eu escrevi foi uma estória sobre um coelho chamado Coelho. Porém, era apenas uma tentativa literária de uma criança precoce, e eu era muito tímida para mostrá-lo a muitas pessoas.

PERGUNTA: Se você pudesse ser qualquer personagem de Harry Potter, qual você seria e por quê?

ROWLING: Por natureza, sou muito como Hermione, a melhor amiga de Harry – ou pelo menos era quando mais jovem, então eu teria que ser ela provavelmente. Porém, falando idealmente, eu gostaria mais de ser o Professor Dumbledore (Diretor de Hogwarts). Gostaria de ter sua sabedoria.

PERGUNTA: Quanto tempo levou antes de terminar a estória do primeiro Harry Potter?

ROWLING: Levou-me uns cinco longos, duros anos para completar a Pedra Filosofal. A razão para tanto tempo ter passado era porque, daquela primeira idéia, eu imaginei uma série de sete livros – cada um contando um ano da vida de Harry enquanto aluno da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E eu quis esboçar completamente os enredos de todas as estórias e adquirir as características essenciais de meus personagens principais antes de começar de verdade a escrever os livros em detalhes.

PERGUNTA: Por favor, me conte se houve qualquer rejeição quando você começou a escrever para publicação e como você conseguiu superá-la.

ROWLING: Oh, sim. Eu tive muitas rejeições. Mas eu esperava que todo mundo fosse me rejeitar, assim já me preparei para o fracasso. Porém, eu amava tanto Harry que apenas queria que ele fosse publicado qualquer fosse o custo de energia emocional. Felizmente, achei um agente que acreditou em mim e estava preparado para fazer os editores pararem e prestarem atenção, e finalmente, em 1996, a Editora Bloomsbury, bendita seja, tomou o destino dele em suas mãos e me contratou mesmo depois que muitas editoras maiores já tivessem dito não – argumentando que minha primeira história era muito longa e complexa para o mercado infantil. Olha só quem riu por último!

PERGUNTA: Quantas horas por semana você gasta escrevendo Harry Potter, e qual o seu melhor momento do dia para escrever?

ROWLING: Depende. Às vezes eu faço períodos de 10 horas. Às vezes (como hoje), eu não consigo escrever qualquer coisa. Eu gosto mais dos dias de 10 horas. Não sendo uma pessoa muito diurna, meu melhor momento para ser criativa é no final do dia. Na verdade, eu sou uma própria coruja noturna e minhas melhores idéias vêm freqüentemente à meia-noite.

PERGUNTA: Quantos rascunhos ou revisões de um capítulo você faz antes de considerá-lo apropriado?

ROWLING: Várias e várias e várias. O pior até agora foi escrever 13 versões diferentes de um capítulo (Capítulo 9 em Cálice de Fogo). Odiei tanto aquele capítulo; em um certo ponto, pensei em descartar tudo e só colocar uma página dizendo “O Capítulo 9 foi muito difícil” e partir diretamente para o Capítulo 10.

PERGUNTA: O que você acha que atrai tanto pessoas mais jovens quanto mais velhas, em aparentemente todos os idiomas e culturas de, como li recentemente, albanês a zulu?

ROWLING: Eu acho – mas realmente não sei, porque não sou boa em ser objetiva sobre meu próprio trabalho – que como escrevo primeiramente para mim mesma, isso provavelmente reflete nos livros. O senso de humor ardiloso definitivamente é meu.

A parte das aventuras, julgamentos e tribulações do próprio Harry, meus livros são, claro, essencialmente sobre magia. E magia atrai crianças no mundo inteiro. Quanto a mim, não acredito em magia do modo que descrevo em meus livros, mas sendo no fundo ainda um pouco criança, eu amaria, claro, ter poderes mágicos. Meus livros de Harry Potter começam com a seguinte premissa: E se a magia fosse real? E eu trabalho a partir daí.

PERGUNTA: A coragem absoluta de Harry é, para mim, algo que também atrai muitos leitores. Você concordaria?

ROWLING: Sim. Apesar da idade muito jovem, Harry tem uma tremenda coragem. Eu penso que a coragem de Harry impressiona tanto leitores mais jovens quanto os mais velhos porque, embora ele seja cheio de ansiedades, nunca desiste e sobrevive com uma combinação de intuição, nervos de aço e um tantinho de sorte.

PERGUNTA: Como você lida com a agitação causada por pessoas fortemente religiosas que reagiram contra as estórias de Harry Potter, acusando-o de feitiçaria?

ROWLING: Bem, eu principalmente rio e ignoro. Muito ocasionalmente fico aborrecida, porque essas pessoas religiosas extremistas não compreenderam absolutamente nada do essencial. Eu acho que os livros do Harry são na verdade muito morais, mas algumas pessoas simplesmente são contra mencionar feitiçaria em livros infantis. Infelizmente, se tais visões extremistas fossem prevalecer, nós perderíamos diversas ficções infantis clássicas.

PERGUNTA: Sua filha Jessica lê os livros antes de qualquer um?

ROWLING: Não, entretanto ela está bem aborrecida sobre isso. Ela tem só 7 anos e eu penso que seria um fardo horrível sobre ela saber os segredos do enredo. Ela já é cercada no playground e interrogada.

PERGUNTA: Você teve uma escola real em mente quando inventou Hogwarts, a escola para os feiticeiros e bruxas onde Harry estuda?

ROWLING: Não, eu nunca estive em qualquer lugar como Hogwarts. Antes fosse! Eu fui para uma escola de ensino médio britânica muito comum.

PERGUNTA: Então por que você situou a maioria das histórias de Harry Potter em um internato britânico exclusivo – embora incomum para feiticeiros e bruxas – quando você mesma foi para uma escola pública de ensino médio?

ROWLING: Pessoas frequentemente me fazem essa pergunta, e elas normalmente somam isso à questão adicional que com os dormitórios de escola pública e tradições pitorescas de meus livros, tudo não fica muito britânico para gostos internacionais? Mas quer saber? Onde quer que eu apareça, as crianças e seus pais parecem gostar do ambiente inglês das histórias, até mesmo se eles estiverem provavelmente adquirindo uma visão idílica e bastante surrealista do sistema escolar público britânico.

PERGUNTA: A segunda página de seus livros sempre mostra o brasão de Hogwarts. Dentro do brasão há um lema escrito em latim. O que significa?

ROWLING, rindo: Significa “nunca cutuque um dragão adormecido”. Soa bem e é um conselho prático.

PERGUNTA: Quando seus leitores são solicitados para falar sobre alguns dos aspectos favoritos deles em seus livros, o curioso esporte mágico Quadribol vem freqüentemente no topo da lista. Alguns dos leitores desta entrevista ainda podem não estar bastante seguros do que se trate o Quadribol. Você pode ajudar?

ROWLING: Quadribol começou no século XI, em um lugar chamado Brejo de Queerditch, que você provavelmente não achará nos mapas. Originalmente, era um esporte rústico praticado por bruxos montados em vassouras, e durante os dois séculos seguintes eles adicionaram mais bolas até que se tornou o jogo que conhecemos hoje.

PERGUNTA: Por que não há menos que quatro bolas zunindo pelo campo de Quadribol?

ROWLING: Quando o Quadribol foi inventado, os times começavam com só uma bola – a Goles, que é a bola usada para marcar gols. Então houve a adição de dois Balaços para tornar as coisas um pouco mais perigosas e interessantes, e finalmente você tem a bola mais importante de todas – a minúscula bola dourada com asas chamada o Pomo de Ouro. A história sobre o Pomo Dourado é tão longa e enrolada que os leitores deveriam comprar meu livro especializado chamado Quadribol Através dos Séculos, ou há uma descrição bem detalhada sobre o Quadribol na primeira metade de Harry Potter e a Pedra Filosofal.

PERGUNTA: Aborrece você que na América eles mudaram os nomes de seus livros? Consequentemente, os fãs americanos irão para os cinemas para ver Harry Potter and the Sorcerer’s Stone (Harry Potter e a Pedra do Feiticeiro, em tradução livre. Nos Estados Unidos o título foi modificado), considerando que na Europa o primeiro livro e sua versão cinematográfica, é claro, foram lançados como Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher’s Stone). Por que a diferença?

ROWLING: Esta mudança ocorreu a pedido de meus editores americanos. Eles só mudaram o título do primeiro livro, mas, para ser honesta, com meu completo consentimento. Hoje eu desejo não ter concordado, mas foi meu primeiro livro e eu estava agradecida que qualquer um o estivesse publicando, que quis mantê-los felizes.

O FILME DE HARRY POTTER

PERGUNTA: Você acha que o filme vindouro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, tomará a imaginação e magia dos livros?

ROWLING: Bem, obviamente, eu espero que não. Estou entusiasmada com o filme, entretanto nenhum filme jamais poderia arruinar meus livros favoritos para mim.

PERGUNTA: Uma das melhores coisas sobre ter um filme de Harry Potter é que seus fãs poderão, afinal, ver um jogo de Quadribol, sem mencionar algumas daquelas bestas, de verdade – ainda que na tela grande. Você está contente com o modo como sua estória foi tem sido traduzida para o cinema?

ROWLING: Eu não teria sido verdadeira se eu não dissesse que tive algumas preocupações no início.

Como eu disse recentemente a meu biógrafo, quando comecei a receber ofertas de estúdios cinematográficos, eu inicialmente recusei todas. Não sou contra cinema – eu na verdade amo filmes bons. Porém, a coisa vital para mim era que o estúdio que eventualmente assinasse o contrato de produção, Warner, prometesse ser fiel ao livro, e eu tenho grande fé no compromisso deles.

Obviamente há algumas coisas que não funcionam na telona, mas eu não quis que o enredo mudasse muito. A coisa crucial é que a integridade dos personagens não seja bagunçada.

PERGUNTA: Não obstante, você não se sentiu nem um pouco preocupada que estivesse deixando Harry Potter nas mãos de um grande estúdio de Hollywood, com o risco real de que eles poderiam ser tentados a americanizar muito as coisas para o seu gosto?

ROWLING: Quando eu conheci o roteirista Steve Kloves, o fato que ele era americano me deixou preocupada, realmente, pois eu sentia que ele poderia muito bem ser descuidado e insensível com meu ‘bebê’. Mas assim que ele disse que seu personagem favorito era Hermione, me ganhou completamente porque, como eu disse antes nesta entrevista, ela é a personagem mais íntima para mim. Steve também ganhou minha confiança dizendo o quão protetor ele e a equipe de produção eram com meu livro, e que eles estavam determinados a evitar aquela falta de tato habitual de Hollywood.

PERGUNTA: Eu acredito que alguns atores do elenco vieram até você em busca de conselhos sobre como interpretar seus papéis. Qual membro do elenco você desfrutou particularmente em ajudar?

ROWLING: Um de minhas experiências mais agradáveis envolveu ajudar o grande ator escocês Robbie Coltrane. Quando Robbie me perguntou sobre como atingir o coração e alma do personagem dele, o guarda-caça Hagrid, eu disse para imaginar Hagrid como sendo um desses Anjos do Inferno grandes, mas sem a motocicleta. O tipo de sujeito que, quando seus melhores amigos não estão ao redor, fica bastante contente para falar sobre jardinagem ou criação de crianças.

PERGUNTA: Se o filme for tão bem sucedido quanto é esperado, você lucrará mais dinheiro do que já tem lucrado. Esse tipo de sucesso não a deixará mimada?

ROWLING: Deus, espero sinceramente que não. Apesar de poder comprar uma casa em um das partes mais luxuosas de Londres, meus gostos são ainda bem modestos. Porém, é ótimo poder comprar para minha filha Jessica todos os brinquedos antes eu não podia pagar. Porque por muitos anos quando meu casamento acabou, eu era uma mãe solteira, e dinheiro era muito escasso.

Porém, eu não posso fingir que esse novo sucesso financeiro não fez nossas vidas muito mais confortáveis. A melhor coisa sobre ter dinheiro é que posso parar de me preocupar sobre pagar as contas, e por isso eu sou verdadeiramente grata. E nós agora temos uma casa agradável para viver, em lugar do apartamento de dois dormitórios infestado de ratos que Jessica e eu habitávamos.

PERGUNTA: Sem falar nas recompensas financeiras, que outras partes do sucesso de Harry Potter você tem desfrutado mais?

ROWLING: Sendo por natureza criativa, eu teria que dizer que o próprio processo de escrever é minha parte favorita. E embora haja dias difíceis quando muito pouco sai no papel, essa é a parte que eu amo acima de todas as outras. Mas uma parte de ser famoso é que você tem que sair e conhecer seus leitores, e isso é incrivelmente satisfatório.

A primeira vez que tive que fazer uma leitura de Harry Potter foi para aproximadamente quatro pessoas. Na realidade, tão poucas pessoas vieram nesta livraria que os funcionários sentiram muita pena de mim e ficaram em pé ao redor para escutar também. Eu me lembro de estar tremendo tanto que ficava perdendo o parágrafo. Eu estava apavorada.

Mas desde então, eu tenho achado que as leituras são as experiências mais fantásticas. Eu penso que parte daquela satisfação vem do fato que eu estava escrevendo os livros em segredo por tanto tempo que nunca falei com ninguém sobre eles. Durante cinco anos eu era a única pessoa que havia lido uma palavra de Harry Potter, e a única pessoa que sabia todas estas coisas sobre mundo de Harry e de seus amigos. Então a novidade que é sentar em frente a todas essas centenas das pessoas em livrarias por todo o mundo e os ouvir rir, enquanto respondo às suas perguntas e ainda discutir meus personagens ainda não se desgastou.

PERGUNTA: Reciprocamente, o que desfrutou menos sobre o sucesso de Harry Potter?

ROWLING: Jornalistas que batendo na minha porta da frente. Eu não gosto nada disso.

PERGUNTA: Se você pudesse viajar para qualquer lugar por meio de “pó de flu” (o pó mágico em suas histórias que transporta as pessoas para qualquer lugar elas queiram), onde você iria e com quem?

ROWLING: Eu levaria alguns de meus melhores amigos para o Havaí. Eu estive lá durante o Ano Novo passado e foi maravilhoso.

PERGUNTA: Pode me contar qualquer coisa sobre o próximo livro de Harry Potter, que será o número 5?

ROWLING: Bem, será um objeto de papel com páginas dentro. Harry, é claro, aparecerá nele. O título vai ser Harry Potter e a Ordem da Fênix, e eu tenho medo, por enquanto pelo menos, que seja tudo o que eu posso dizer no momento. Afinal de contas, eu não quero estragar a diversão dando qualquer pista.

PERGUNTA: E finalmente, o que você espera que seu livro e estas adaptações para o cinema conquistarão?

ROWLING: Inspirar as pessoas tanto jovens quanto mais velhas a usar a imaginação. E levar as crianças a ler livros novamente. Se eu puder me dar o crédito sobre qualquer coisa, foi ter feito ser legal que as pessoas mais jovens leiam. E nessa época, quando livros têm que competir com tais distrações como Gameboy e Pokemon, somente isso já me dá mais prazer do que qualquer coisa.

Essa entrevista foi cedida por J.K. Rowling para ajudar a caridade Comic Relief que provê dinheiro para crianças famintas na África e outros países subdesenvolvidos do mundo. Porém, como tem aversão a jornalistas super-inquisitivos, ela só consentiu em fazer esta entrevista se as perguntas fossem de crianças ou leitores comuns dos livros dela. Na visão dela, as crianças e povo comum não têm nenhuma agenda de “mídia” escondida. Então o que você leu foi, extraordinariamente, uma entrevista verdadeiramente democrática na qual a melhor parte de 12 pessoas, de 8 a 35 anos, puderam lhe fazer algumas perguntas minuciosas.

J.K. (também conhecida como Joanne Kathleen) Rowling nasceu no verão de 1965. Seus pais eram bibliófilos ávidos que encheram a casa com livros. Na Universidade de Exeter, ela se formou em francês e literatura clássica.

Depois de formada, ela se mudou para Londres para trabalhar na Anistia Internacional pesquisando sobre abusos de direitos humanos em uma região da África que tem o francês como idioma principal.

Tendo feito um começo sério com Pedra Filosofal, Jô se mudou então para o norte de Portugal, para ensinar inglês como um idioma estrangeiro. Ela se casou um jornalista português em outubro de 1992, e deu à luz a sua filha Jessica em 1993.

J.K. Rowling teve sua cota de sofrimento e intensa tristeza. Fora o fim de seu casamento, em outra nota triste sua amada mãe meio-francesa, meio-escocesa faleceu vítima de esclerose múltipla com apenas 45 anos de idade.

Em 1995, o Conselho de Artes Escocês lhe deu um auxílio financeiro significativo para terminar Harry Potter e a Pedra Filosofal – este foi maior prêmio literário oferecido pela organização à um autor de livros infantis.

A fortuna de Joanne Rowling é calculada em aproximadamente £30.000.000 ($70 milhões de dólares canadenses) e aumenta rapidamente.

Traduzida por: Adriana Couto Pereira em 25/05/2007.
Revisado por: Fabianne de Freitas em 14/10/2008.
Postado por: Vítor Werle em 14/10/2008.
Entrevista original no Accio Quote aqui.