Bolger, Kaitlin e Sprague, J.T.. “J.K. Rowling responde algumas perguntas de crianças”. Houston Chronicle (chamada em conferência), 20 de março de 2001.
P: Qual é o significado por trás da cicatriz em forma de raio de Harry?
R: Há algumas coisas que eu posso dizer a você sobre isto e algumas que não posso. Eu queria que ele fosse marcado fisicamente pelo que ele enfrentou. É uma expressão externa do que ele enfrenta por dentro.
Eu dei a ele uma cicatriz e em um lugar notável para que outras pessoas o reconhecessem. É quase como ser o escolhido, ou o amaldiçoado, de certo modo. Alguém tentou matá-lo; foi como ele ganhou a cicatriz.
Eu escolhi o raio porque era a forma mais plausível para uma cicatriz distinguível. Como você sabe, a cicatriz tem certos poderes, e dá avisos a Harry. Eu não posso dizer mais do que isto, mas há mais a dizer.
P: Pelo que lemos em entrevistas, você pensou em Harry Potter enquanto estava viajando de trem. Alguma coisa aconteceu que fez com que você pensasse na história?
R: Foi a sensação mais estranha. Eu estava no trem, e parecia que a ideia estava flutuando em minha cabeça. Era como se a ideia estivesse flutuando por aí apenas esperando por alguém para escrevê-la, e ela me escolheu.
Foi como uma explosão em minha cabeça. Foi como mágica, eu sei que isso parece cafona, mas foi como inspiração pura.
Você sempre pode dizer quando teve uma boa ideia quando está escrevendo porque você têm uma resposta física para isto, uma onda de excitação. Você pode normalmente distinguir as boas ideias das más devido àquela sensação que vem naturalmente e você fica fisicamente empolgada.
Eu nunca senti este tipo de excitação. Eu tenho escrito por anos, e eu apenas senti que esta ideia seria muito divertida de escrever.
P: Qual é a sua parte favorita da história?
R: Eu fiquei realmente orgulhosa ao final de Cálice de Fogo, porque aquele era o auge de dez anos de trabalho, e aquilo era muito importante para todo o resto da história. Eu gastei muito tempo deixando aquilo direito, e fiquei satisfeita com o resultado.
Eu gosto muito do Capítulo 12 do primeiro livro. Eu diria também que os livros dois e quatro são meus favoritos, e a coisa mais estranha é que eles foram os mais difíceis de escrever.
Em Câmara Secreta, e gostei daquela cena final onde há aquele resgate. Em Prisioneiro de Azkaban, o professor Remo Lupin foi uma de minhas personagens favoritas. Há um bocado em todos eles que eu gosto muito.
P: Você já se preocupou em ficar sem ideias?
R: Não. Eu sei que isto soa bem arrogante, mas eu nunca me preocupei em ficar sem ideias. Diria isto, depois de Harry, quem sabe?
P: O livro cinco será baseado em um evento principal ou ele voltará aos jogos de Quadribol e aulas de magia?
R: A vida normal é meio que revista. Aulas de magia estarão de volta, mas, como de costume, há muito mais vindo por aí.
Traduzido por: Luiz E. C. F. em 11/02/2009.
Revisado por: Renata Grando em 13/02/2009.
Postado por: Vítor Werle em 14/02/2009.
Entrevista original no Accio Quote aqui.