“Harry Potter Soy Yo”. XLSemanal, 3 de fevereiro de 2008.

No dia 21 de fevereiro chega às livrarias o último volume da saga. Transformada, graças a Harry Potter, numa das mulheres mais ricas do mundo, falamos com a autora sobre o bem, o mal e os segredos do maior sucesso de vendas da história.

Do castelo de Hogwarts surge o estrépito de uma batalha sobrehumana, poderosas maldições se infiltram por entre as paredes, cadeiras de madeira galopam pelos corredores, aranhas gigantes invadem a escola de magia mais famosa da literatura. E o confronto final. Num momento, Harry enfrentará o cruel bruxo Voldemort, disposto a se sacrificar para salvar o mundo.

O mundo dos bruxos puros de coração e o dos trouxas, por assim dizer, é o dos humanos. Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo livro da saga criada pela escritora inglesa J. K. Rowling, chegará às livrarias espanholas em 21 de fevereiro.

Sobre a relação entre o 11 de setembro e Harry Potter, Rowling desmente influências e reconhece quem foi o verdadeiro inspirador do Ministro Cornélio Fudge: “Meu modelo de mundo depois do retorno de Voldemort era, indiretamente, o governo de Neville Chamberlain na Grã-Bretanha durante o momento que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, quando tentou minimizar a ameaça do regime nazista por conveniência política”.

Sobre seus casamentos: “Estava decidida a não me casar novamente. Em sete anos não conheci nada que me tentasse a uma aproximação. Eu lembro que pensava: tenho uma filha que amo, tenho sucesso e no fundo sou feliz. Nos mostrou minha irmã e me parecia uma pessoa muito, muito solitária. Ele é um médico excelente na profissão em que trabalha em um mundo muito diferente do meu. O que mais valorizo é que Neil conhece todos os dias pessoas que querem saber se ele pode ajudá-las, sem precisar perguntar com quem é casado”.

Ela também não evita falar sobre seu primeiro marido, Jorge Arantes, com quem ficou casada dois anos: “Nenhum dos personagens do livro é meu ex. Apesar de tudo o que aconteceu no nosso casamento, é certo que ele contribuiu em uns 50% em uma das coisas mais maravilhosas que já aconteceram na minha vida, que é minha filha mais velha. Por outro lado, nunca o eternizaria em uma história. É seu pai”.

Traduzido por: Melinda Rodrigues em 03/02/2008.
Postado por: Vitor Werle em 19/02/2008.