Entrevista Daniel Radcliffe
ITV
02 de novembro de 2007
Tradução: Virág Venekey
O que te atraiu neste projeto?
A primeira coisa que me atraiu foi a história. É trágico e está muito bem escrito. Eu acho que a força da história é o principal fato que atrai alguém para fazer um drama. Você pode ter um personagem bom para fazer, mas não importa nada se a história for fraca.
Conseguiu passar a idéia de como foi a Primeira Guerra Mundial?
Toda guerra é, até certo ponto, além da imaginação, principalmente o que deve ter sido estar “nas trincheiras”. Aquelas estão provavelmente entre as piores condições para qualquer ser humano enfrentar, pelo menos no século 20. Mas tenho esperanças que isto irá ajudar a assegurar que as pessoas nunca enfrentem aquelas condições terríveis novamente.
Como o set parecia?
Recriar as trincheiras da Primeira Guerra Mundial foi uma experiência fantástica. No momento em que chegamos naquelas terras e abrimos a porta, estávamos subitamente na terra de ninguém; foi realmente assombroso e estranho e misterioso. De fato foi muito estimulante estar no meio do tudo aquilo.
Como você filmou as cenas de batalha?
Nós fizemos tudo sentados ali na chuva e lama, falando uns com os outros antes de uma tomada e então nos levantamos e corremos entre explosões, que eram lançados por todos os lados. Tinham marcas determinadas no campo de batalha onde as explosões estavam e então nós começávamos a filmar e eles os tiravam e começavam as máquinas de chuva, então nossa visão ficava reduzida em 70 por cento.
Parece horrível.
A parte física da filmagem não foi tão ruim – você apenas passa por ele – o que foi difícil, é a parte mental de lidar com o frio e a chuva. Foi muito intenso. As pessoas ofereciam cobertores e chá e nós ficamos relutantes em aceitar, de uma forma estranha, porque todo aquele frio e desconforto ajuda muito na atuação. Ajuda a você entrar melhor no personagem, experimentando um fato que eles devem ter sentido. Eu acho que o mais difícil foi se manter firme com a velocidade das filmagens.
Foi diferente da sua experiência de filmar Harry Potter?
Em Harry Potter, nós fazemos talvez duas cenas por dia, na maioria das vezes apenas um, enquanto que em My Boy Jack nós fazemos aproximadamente cinco ou seis. Quando eu estava participando de todas eram dias muito longos. Mas eu gosto de me desafiar e se você está preparado e encontra tempo e aprende as falas para todas as cenas daquele dia, realmente não terá problemas.
E seu personagem, Jack, parece querer ir muito para a guerra. Porque isso acontece em sua opinião?
Jack é recusado duas vezes por duas equipes médicas diferentes, mas ele não desiste. Se seu pai não tivesse achado uma forma, eu tenho certeza que ele provavelmente tentaria as filas, embora na classe social de Jack aquilo seja provavelmente tão ruim quanto não ir para a guerra.
Ele faz isso só porque seu pai quer que ele faça?
Não, eu espero que as pessoas entendam que ele não está indo apenas porque seu pai quer, ele está indo por ele mesmo e genuinamente quer estar lá lutando, como todos. Estar em casa e ser considerado como inadequado para lutar seria uma experiência profundamente humilhante.