Do site The Book LA – Tradução G.V.Linares
www.harrypotterofilme.com
Então, por onde você andou?
Gary Oldman: Eu tive dois filhos, então eles se tornaram meu projeto e eu não queria ter que viajar. Eu queria poder acordar ele e levá-los para a escola, apenas para estar lá, para ser presenta. Quando eu era jovem, era ótimo morar com uma mala, mas eu tentei fazer cada vez menos nos últimos dois anos. Antes de Harry Potter, que é a primeira grande coisa que eu faço em bastante tempo, eu estive basicamente em casa, e trabalhei em duas coisas aqui em Los Angeles, ou perto de casa…
Você teve que estar na Inglaterra por um tempo para Harry Potter.
Gary: Eu estive por lá por três meses, para um papel que é basicamente 15 ou 20 minutos de tela.
Você não é o personagem do título?
Gary: Sim, eu sou o personagem do título, mas no livro, assim como no filme, o que se espera é a chegada de Sirius Black… é o grande desenvolvimento. Foi alguma coisa entre 12 ou 15 dias filmando, durante estes 3 meses. O dia de filmagem em Harry Potter é de 4 a 6 horas, mas isso é espalhado durante 12 horas porque as crianças tem que ser alimentadas, ensinadas e ter seu descanso. E os animais, é claro – O rato perebas tem descanso a cada 15 minutos. Apenas o choque de se estar no set, e ser movido com força, limita seu trabalho a apenas 15 minutos de cada vez, e então ele tem que descancar por meia hora. É um mundo totalmente novo para mim.
Isso ajuda ou dificulta na hora de atuar?
Gary: Isso deixa um pouco mais difícil na hora de manter a concentração, a continuidade ou um level de emoção ou energia, mas quando você aceita fazer um filme que envolve crianças, animais e efeitos especiais, é um processo que você tem que aceitar. Até o momento que você está realmente atuando, consome-se muito tempo, é bastante lento e pode ser incrivelmente chato. Mas as três crianças principais, Rupert (Grint), Emma (Watson) e Daniel (Radcliffe) são concentradas, profissionadas e sem mimos, sem serem precoces ou pretensiosos. Eles apenas tem o pé no chão, crianças adoráveis. E eu adoro Dan, que interpreta Harry. Ele é a criança mais legal que tem.
E seus filhos estão animados com você estar no filme?
Gary: Oh, sim, estão entusiasmados. Eu sou um herói na escola deles.
Isso faz parte para o que te atraiu ao papel?
Gary: Houveram diversas coisas. De modo prático, eu não estava trabalhando já algum tempo e tinha que fazer dinheiro. Eu tenho que pagar as contas. Mas é lógico, o diretor, Alfonso Cuarón (E Sua Mãe Também, Grandes Esperanças) tornou ele duplamente intrigante, porque é um verdadeiro cineasta. Tem uma diferença. Existem pessoas que fazem filmes e existem os cineastas. E embora, sim, ser Harry Potter, onde ou você gosta ou não, Alfonso coloca nele seu próprio estilo e visão, o que faz isso bastante excitante. Ele não se parece com os outros dois. Existe uma energia, sentimento e visão por trás dele que é completamente diferente. Também tem uma grande sensação. É muito mais sombrio, o livro é muito mais sombrio. As crianças estão crescendo e os atores e atrizes que também fizeram são aquelas que eu fiz teatro, anos atrás. Um grande amigo meu, David Thewlis, que interpreta o Professor Lupin, um velho amigo, Timothy Spall, que interpreta Pedro Pettigrew, e Alan Rickman, que eu já conheço há 20 anos, todos juntos em uma mesma cena. Fantástico. Balançando nossas varinhas e gritando bastante. Muita atuação gritando.
Isso faz com que demore menos para entrar no personagem?
Gary: Tudo isso tem que estar lá. Toda a fundação tem de ser feita, mas a aplicação disso leva um certo estilo. Para explicar melhor: John Gielgud disse uma vez, “estilo é saber em que peça você está”. Existe um desafio em algo como Harry. Não existe tempo para subtextos. É o que eu chamo de “sem rapidez”. Tetas e dentes, e aí você chega! Honesto e através. Não é naturalismo, não é Mike Leigh, é quase Vaudeville. Talvez algo que você sinta ser muito grande em outro lugar, e no muno de Harry Potter, funciona, ou espero que sim. Todos meus papéis são grandes. Eu não sou um ator de segundo plano. De vez em quando eu tenho a chance de fazer algo pequeno, mas, sim, isso está lá, na sua cara.