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Posted by on jul 10, 2007 in Uncategorized |

OdF – Crítica – G1

ORDEM DA FÊNIX
O G1 já viu: no novo Harry Potter, saga fica sombria

G1 (Globo) ~ Ana Maria Bahiana
07 de julho de 2007

 

As coisas tornam-se definitivamente sombrias em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, quinto filme da superbem-sucedida série baseada na obra de J. K. Rowling. Harry / Daniel Radcliffe e seus amigos são adolescentes agora, o que já coloca toda a sua extraordinária experiência sob um ponto de vista muito mais intenso.

Além disso, a ameaça de Voldemort e seus seguidores é cada vez mais real e próxima — embora o Ministério da Magia recuse-se a crer, gerando o segundo grande conflito deste episódio, uma verdadeira interevenção na Escola Hogwarts, através da impecávelmente odiosa Dolores Umbridge (Imelda Staunton, roubando todas as cenas com seus modelitos cor de rosa e sua deliciosamente mal contida sede de poder).

Treinado na excelente escola da “BBC”, o diretor David Yates estréia na tela grande resolvendo com grande competência o desafio de continuar a guinada criativa da franquia instaurada por Alfonso Cuarón em “Prisioneiro de Azkaban” e mantida com brilho por Mike Newell em “O cálice de fogo”.

A série de livros “Harry Potter” é, entre muitas outras coisas, uma grande metáfora sobre a extraordinária e dolorosa jornada do crescimento, do auto-conhecimento, das perdas, do aprendizado das dores, do encontro com a morte, com a noção de destino, o mistério do passado — quem são meus pais? Como eles eram na juventude? O que fizeram? O que isso tem a ver comigo?

Yates honra essa visão neste quinto e definitvamente dark episódio da saga, em que Potter tem tanto a perder e aprender e onde, como todo adolescente no limiar da idade adulta, ele precisa tomar suas próprias decisões quanto às regras da sociedade em que vive.

O diretor tem a seu favor mais um elenco de maravilhosos atores britânicos — alguns sem ter muito o que fazer, como Emma Thompson, cuja personagem, Sybila Trelawney, tem destaque maior no livro que na tela — aos quais se juntam, neste episódio, Imelda Stauton e Helena Bonham Carter, como a ultra-perversa Bellatrix Lestrange.

Há também uma diversidade de efeitos visuais que não existiam quando a série começou a ser adaptada, seis anos atrás. É um prazer ver o que a precisão e plasticidade dos novos recursos visuais podem acrescentar à visão de um bom diretor quando ele se aventura de corpo e alma por este universo completamente mágico.

O longa-metragem chega aos cinemas americanos e brasileiros na próxima quarta-feira (11).

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