Serjeant, Jill. “J.K. Rowling lança turnê de lançamento do livro nos Estados Unidos com autógrafos em massa”. Reuters, 15 de outubro de 2007.
LOS ANGELES [Reuters] – Harry Potter pode ter agitado a varinha e lançado um feitiço, mas a autora J.K. Rowling sentou e autografou alegremente 1.600 livros para alunos na segunda, enquanto ela lançava sua primeira tour nos Estados Unidos em sete anos.
“Isso é um grande prazer para mim”, disse Rowling, se referindo à massa de livros assinados à leitura para animar os fãs de Harry Potter, que a recepcionaram como uma pop star em Los Angeles.
“Eu sinto falta de poder interagir com os leitores diretamente. Todo mundo fala: ‘Deve ser tão árduo. Sua mão não fica doendo?’, mas, sinceramente, essa é a parte que eu realmente gosto”, disse ela aos repórteres.
A autora britânica de 42 anos disse que depois de 10 anos escrevendo com prazo, ela agora se sente como se estivesse de férias e ainda não começou a escrever a prometida enciclopédia de Harry Potter que os fãs do mundo todo esperam.
Ela não nos deu dicas sobre seu próximo projeto, mas disse a uma plateia de 1600 crianças que seria difícil continuar após Harry Potter.
“Eu quero me apaixonar por alguém do jeito com que me apaixonei por Harry. Eu nunca penso num gênero em particular. É tudo sobre a história e os personagens, mas tem que ser algo que eu goste”, ela disse.
O livro de Rowling Harry Potter e as Relíquias da Morte – o sétimo e último livro da série de garoto bruxo – se tornou o livro vendido com mais rapidez na história quando foi lançado em julho. Mais de 11 milhões de cópias foram vendidas nas primeiras 24 horas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.
Sentada num trono grande em vermelho e ouro no Teatro Kodak – casa da cerimônia anual do Oscar – Rowling leu um capítulo para a plateia encantada e respondeu perguntas de 12 crianças de Los Angeles sobre sua inspiração como escritora e sobre os personagens da série.
Ela fará leituras e sessões de autógrafos similares em Nova Orleans e Nova Iorque neste mês.
“Eu estava super empolgada. Ansiei por esse dia durante semanas”, disse Hannah Nelson, 12 anos, uma das poucas sortudas que teve a oportunidade de fazer uma pergunta.
“Eu a idolatro, e poder conhecê-la foi uma grande experiência”, disse Nelson.
Apesar dos difundidos elogios de professores e pais por ter despertado o interesse das crianças pela leitura, os livros de Harry Potter têm sido banidos regularmente por escolas e livrarias em partes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha por causa de seu foco em magia.
Mas Rowling disse que estava em boa companhia ao lado de aclamados escritores. “Eu aceito a minha entrada na lista dos livros proibidos como um enorme elogio”.
Traduzido por: Lucas Mello em 06/02/2009.
Revisado por: Raisa Garcia em 08/02/2009.
Postado por: Vítor Werle em 09/02/2009.
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