“J.K. ROWLING: As 25 pessoas mais intrigantes de 1999”. Revista People, 31 de dezembro, 1999
Com Harry Potter, ela lançou um feitiço que transformou milhões de viciados em videogame em leitores ávidos.
A criação assinada pela autora britânica J.K. Rowling, Harry Potter, veio a ela em um tipo de visão enquanto ela pegava um trem de Manchester para Londres.
“Eu vi Harry muito claramente, com seus óculos e seus cabelos negros e sua cicatriz”, diz Rowling, 34 anos, se referindo á marca em forma de raio na testa de seu herói.
“Eu sabia que ele não saberia que era bruxo”. No final da viagem, ela esboçou as aventuras do corajoso garoto de 11 anos de idade na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E em 1997, quando o primeiro dos sete volumes planejados foi publicado na Grã-Bretanha, Harry começou a possuir mentes jovens tão seguramente quanto chegou á imaginação de Rowling.
No começo de Novembro deste ano, mais de 12,1 milhões de cópias dos primeiros três livros – Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – tinham sido vendido nos E.U.A. Em 26 de setembro eles tomaram os três primeiros degraus da lista de mais vendidos de ficção do New York Times, e em Hollywood diretores incluindo Steven Spielberg e Rob Reiner estão competindo para dirigir um filme de Harry Potter da Warner Bros. Em 2001.
Entre as crianças, os livros inspiram o tipo de furor recentemente associado a Beanie Babies e Pokémon. E para a maioria dos pais e professores eles são um sonho se tornando verdade: caminhos para a leitura para uma geração na qual literatura muitas vezes empalidece perto da TV e dos videogames. Na New York City’s Hunter College Elementary School, são 4 dos 49 alunos da quinta série não leram os três livros inteiros, diz a professora Amy Kissell. Hannah Schwartz, dona do Children’s Book World em Haverford Pa., acha que as crianças se identificam com Harry. Ele não é o mais brilhante. Ele tem alguns amigos, mas tem alguns inimigos. Ele é exatamente como eles são, exceto por essas maravilhosas aventuras.
Arthur A. Levine, o diretor editorial da Scholastic que pagou $105.000 pelos direitos nos EUA pelo ainda obscuro primeiro livro em 1997, acha que a magia é a idéia de que um grande poder vive em cada um de nós.
Nem todo mundo é seduzido. Alguns pais que temem que os livros promovem bruxaria tem pedido às escolas para bani-los. Apesar disso Rowling não está preocupada. Crianças reconhecem perfeitamente que isso é um mundo imaginário, e eu acho que é um mundo muito ético, insiste a autora, que escreve a mão em cafés perto de sua casa em Edimburgo, como ela fazia em 1993, quando divorciada e vivendo de assistência pública, ela começou o primeiro livro com sua filha bebê Jessica, agora com 6 anos, cochilando ao seu lado.
Ao planejar a jornada de Harry ela já completou um rascunho do capítulo final do ultimo livro. “Eu reescrevo constantemente”, ela diz. No momento, a última palavra é cicatriz. Quando a hora chegar, ninguém vai ficar mais triste em fechar o livro de seu herói do que a própria Rowling. Escrever sobre Harry Potter, ela diz, é a maior diversão que você pode ter sem ninguêm mais presente.
Traduzido por: Frederico Oliveira em 12/01/2006.
Revisado por: Patricia Abreu em 11/05/2007, Vinicius Alvarez em 20/02/2008 e Antônio Carlos de M. Neto em 22/03/2008.
Postado por: Fernando Nery Filho em 28/04/2007.
Entrevista original no Accio Quote aqui.