Mason, Rowena. “Bloomsbury cautelosa em período pós-Potter”. Telegraph, 16 de janeiro de 2009.
A editora Bloomsbury admitiu que as vendas natalinas não se compararam àquelas impulsionadas por Harry Potter em 2007, mas diz que os lucros ainda devem estar dentro dos padrões esperados para o primeiro ano desde o final da série mais vendida.
A companhia citada publicou os dois títulos mais vendidos de 2008, vencendo competidores de rivais maiores. Vendeu mais de 900 mil cópias de “A Cidade do Sol,” de Khaled Hosseini e mais de 800 mil cópias de “Os Contos de Beedle, O Bardo,” de JK Rowling, ambos no Reino Unido, de acordo com as estatísticas da Nielsen BookScan.(1)
Entretanto, as ações escorregaram de 1 a 152 pontos, após a Bloomsbury ter admitido que o rendimento derivado de investimentos iria cair devido aos cortes na taxa bancária e à incerteza do mercado.
O chefe executivo Nigel Newton disse que comparar as vendas do Natal de 2008 com o ano anterior não é justo devido ao crescimento nas vendas gerado por Harry Potter e as Relíquias da Morte.
“É cedo demais para dizer qual impacto a recessão causará na indústria de livros, mas este é geralmente um setor flexível,” ele disse. “Um pequeno número de clientes faliram, mas a lacuna deixada pela Woolworths(2) foi agora preenchida.”
A Bloomsbury lançou uma divisão acadêmica e comprou os almanaques de críquete Wisden, a série Arden Shakespeare, e duas pequenas editoras, Berg e Featherstone, no ano passado.
A companhia, que espera que o fluxo de caixa no final do ano seja de £50 milhões, disse que sua estratégia seria negociar licenças a longo prazo e contratos.
NR:
(1) Nielsen BookScan: Empresa que monitora a venda de livros em diversos países.
(2) Woolworths: Tradicional rede de lojas britânicas que faliu em 2009.
Traduzido por: Lilian Ogussuko em 07/2009.
Revisado por: Juliana Poli Bonil em 08/2009.
Postado por: Vítor Ruwer Werle em 18/01/2010.
Reportagem original aqui.