Glitz, Michael. “Eles estão loucos por Harry”. Entertainment Weekly, 9 de julho de 1999.

Quem será o autor mais vendido de 1999 – John Grisham? Thomas Harris? Pode bem ser Joann Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling, da qual Harry Potter e a Câmara Secreta (Levine/Scholastic, $17,95) — livro 2 de uma série planejada de 7 partes — iniciada no Nº. 1 em várias listas adultas de ficção em capa-dura e agora tem mais de 700.000 cópias impressas. Os romances de Rowling têm o estilo dos livros britânicos com internatos, mas com uma mudança: A escola que o órfão Harry freqüenta é para bruxos. O primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, chegou à lista do New York Times em dezembro (o primeiro livro em capa-dura a fazer isso na história da Scholastic) e não saiu de lá. Adultos, é claro, estão lendo os livros tão calorosamente quanto as crianças.

Originalmente marcado para o outono de 1999, Câmara Secreta foi adiantado três meses mais cedo porque a Scholastic estava horrorizada pela enchente de compras pela Internet da edição britânica. Graças ao amazon.com, barnesandnoble.com, e outras livrarias on-line, quando um título em demanda é publicado em qualquer lugar no mundo, é somente um clique para fãs ansiosos. Durante uma turnê pelos EUA no outono passado para promover Pedra Filosofal, Rowling evidenciou este original. “Eu estava maravilhada pelo tanto de crianças que apareceram com cópias [britânicas] do segundo livro,” ela diz. Por causa daquelas vendas perdidas — estimadas por um funcionário para ser de 20.000 — Scholastic irá lançar também o terceiro livro, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, este setembro, apenas algumas semanas depois de ser lançado no Reino Unido. Alguns funcionários de editoras acreditam que a série deve estimular grandes chances na indústria: direitos para autores populares devem em breve ser vendidos por língua em vez de por país.

Rowling, 33 anos, escreveu parte do primeiro romance enquanto na esmola (ela não conseguia emprego e pagar para cuidar de sua filha ao mesmo tempo), mas agora os direitos cinematográficos foram para a Warner para sete filmes. E os tablóides britânicos supõem que ela tenha feito tanto dinheiro, “eles acabaram de começar a adicionar zeros para decorar, eu juro por Deus. Porque qualquer coisa que eles suspeitam que é verdade, eles multiplicam por dez e imprimem”.

Traduzido por: Frederico Oliveira em 08/02/2006.
Revisado por: Helena Alves em 03/06/2006 e Antônio Carlos de M. Neto em 12/03/2008.
Postado por: Fernando Nery Filho em 04/05/2007.
Entrevista original no Accio Quote aqui.