GARY OLDMAN
Da revista SET – Copilação G.V.Linares
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Quem ainda tem uma ponta de dúvida sobre o talento de Gary Oldman só precisaria trocar um simples “olá” com o ator. Franzino, sotaue pesado inglês e bem mais calmo que sugere seus personagens, Oldman passaria despercebido pelas ruas. Sim, “passaria”. Claro que ele agora é a personificação de Sirius Black, o único fugitivo da prisão de Azkaban e um dos personagens mais bacanas da série Harry Potter. Sua vida vai ficar ainda mais sem sossego quando Batman Begins estrear em 2005 e mostrar seu Tenente Gordon. Para provar qeu está em paz consigo mesmo, o eterno Drácula ficou à vonade para conversar com a SET e ainda topu fazer o próximo filme de Adam Sandler. Se preparando para o domínio mundial?

Foi uma grande idéia colocar você, conhecido por fazer vilões, para interpretar Sirius Black.
Gary Oldman: Sim. Acho que funcionou muito bem, porque todos pensam que sou o malvado outra vez e no final sou um dos caras legais.

Você tem uma predição por vilões?
Gary: Não sei. Não sei quantos vilões eu fiz. (Lee Harvey) Oswald não era um cara mau. Drácula não era um cara mau. A lista é menor se houver uma percepção diferente dos personagens.

Você não fazia um filme hollywoodiano já muitos anos…
Gary: Acho que é idade chegando; meus filhos. É a ocasião de fazer algo mais leve. Eu cansei de levar tudo com muita profundiadde. Agora prefiro aproveitar as oportunidades. Tudo depende das circunstâncias, se eu quero conhecer as locações, se elas estão perto de Londres, se o comprometimento vale a pena. Em Harry Potter, meus filhos estavam comingo o tempo inteiro. Mas um filme que você precisa ir para Casablanca para pegar outro avião não me interessa muito. Eu tive de fazer onze viagens em um mês para Los Angeles. Precisava voltar para filmar Batman Begins e depois pegar o avião no outro dia para fazer uma cena que só precisava sair do carro e entrar no prédio.

Por falar em Batman Begins, por que o papel de Tenente Gordon?
Gary: Eles que me escolheram. Apenas aceitei o convite. Acho Christopher Nolan um diretor interessante e o roteiro também é diferente. É uma visão mais realista do personagem. Acho que o mundo precisa de um novo Batman, assuim como precisa de um novo Harry Potter.

Você topou trabalhar em Harry Potter pelo fato de seus filhos poderem ver o filme?
Gary: Sim. Eles me vêem saindo o tempo todo para o trabalho, mas nunca podem ver o que faço. Harry Potter apareceu e eu de repente me tornei o superstar da escola das crianças. É maravilhoso estar fazendo parte de um fenômeno assim. Para uma geração, todos vão ter uma visão minha como Sirius Black. Falando cinicamente, poderia dizer que ganho muito dinheiro com isso. Por que não? Mas ainda é um filme de Alfonso Cuarón. Ele é grande mágico. Ele é o cara com a varinha mágica.

O que há de mais interessante nesse universo de Harry Potter?
Gary: Sempre fui fanático por magia. Desde criança, adoro qualquer coisa a ver com o sobrenatural. Isso apelou fundo para mim. Eu não li os livros antes de aceitar o trabalho, apesar de achá-los maravilhosos hoje. Você pode ver isso lendo para as crianças e olhando a reação nos olhos delas.

Como foi dirigir Nil By Mouth? Você pretende voltar a dirigir ou ficou muito decepcionado?
Gary: Estou lendo três roteiros e tentando desenvolver um que escrevi. O problema é que agora tudo diz respeito à fama. Se estou fazendo testes para um papel e outro ator também, quem vaui pegar o trbaalho, mesmo que ambos possam fazer o personagem? O mais famoso. Quero realizar o filme do momo que eu desejo. Não quero dinheiro para escalar determinada pessoa. Eu poderia fazer esse filme dez vezes sem problemas, mas preferia ficar parado do que perder dois anos da minha vida num longa que não conseguiria nem assistir. Se você va fazer uma grande merda, pelo menos que deixem ser sua merda (risos).

Você vai voltar para os próximos Harry Potter?
Gary: Sim, estou no quarto e acho que tenho um papel essencial no quinto (risos). Vocês vão ver.